Eu conheci sua arte ainda na escola, todos os anos no dia do estudante, o clássico hino que você compôs para tocar o coração dos que buscam o saber. Essa, que sempre foi uma das minhas principais ocupações na vida, estudar e estudar... ô menina para gostar de fazer isso.

Ainda dessa época, lembro de Maria, Maria que é um dom e magia, estava no ensino fundamental e seu canto ecoava pelos cantos da sala de aula, grata às professoras que te apresentaram e formaram minha memória musical, um dos maiores tesouros que alguém pode ter.

Recordo que eu cantava Travessia, na adolescência num karaokê que tinha em casa, música-metáfora da vida. Quantas travessias precisamos fazer ao longo da nossa existência, um salve a você e a Brandt por essa canção.

Os anos foram passando e na juventude, eu me encontrei com seu trabalho do Clube da Esquina. Já perdi as contas de quantas vezes ouvi essas músicas, tecidas com uma poética única, atmosfera de magia, montanhas de Minas,entre janelas e casarões cheios de tempo, enevoados pelo frio das serras... ah, Bituca! quanta poesia.

Depois, conheci sua terra, Minas e tudo fez ainda mais sentido, eu me encantei ainda mais com suas canções. Aquele chão é mesmo fértil para brotar tantas letras e músicas. Garimpei seus discos em todo sebo que eu desbravava, eles tem lugar cativo em minha coleção e minha alma.

Bituca, genialidade, amizade, magia e mistério. Seu canto é único e toca profundo. Obrigada poeta, por sua obra, vida e por nos conectar com o sagrado.

Abraços da poeta-sertaneja-pernambucana que te adora e admira.
Raiza